Neste mês de janeiro foi anunciado o resultado das eleições presidenciais chilenas. O vencedor foi Sebastián Piñera, representante da Direita do país. Ele enfrentou Eduardo Frei, da Concertación, coalizão de centro-esquerda que preside o país há 20 anos e que teve apoio da atual presidente, Michele Bachelet, que possui 80% de aprovação ao seu Governo.
Logo após a divulgação do resultado, já começaram a ser feitas especulações sobre as eleições no Brasil. Afinal de contas, o cenário brasileiro é semelhante ao chileno: um presidente que possui alto índice de popularidade e que tenta fazer sua sucessora. Dito isso, é razoável supor que no Brasil ocorrerá a mesma coisa, certo? Errado! E explico agora o motivo.
Apesar das semelhanças, existem algumas características que tornam a eleição chilena bem diferente do que vai ser a eleição brasileira. A primeira, e mais óbvia, é que a população chilena é diferente da população brasileira.
As outras características são o candidato e o apoio do mandatário. É importante lembrar que Eduardo Frei já era um político conhecido da população e que já foi presidente do Chile. Dilma está em uma situação diferente da de Frei, visto que ainda é desconhecida de parte da população brasileira e que nunca disputou nenhuma eleição. Resumindo: Frei já tinha um índice de rejeição que hoje Dilma não tem.
A segunda característica é de grande relevância. Bachelet só entrou de fato na campanha no segundo turno, quando Frei praticamente empatou a disputa com Piñera. Assim, é possível supor (e somente especular sobre isso) que Frei pudesse ter ganho a eleição caso Bachelet tivesse feito campanha desde o início. No Brasil, Lula já entrou na campanha antes mesmo dela começar e a medida que Dilma fica mais conhecida, suas intenções de voto também sobem.
Assim, não é tão simples comparar as eleições presidenciais chilenas com as brasileiras. As características que tornam cada país único também fazem com que as disputas eleitoras sejam únicas e que para entendê-las e tentar fazer alguma previsão sobre elas é necessário estudar a fundo as pesquisas publicadas e a mentalidade de cada população.
Logo após a divulgação do resultado, já começaram a ser feitas especulações sobre as eleições no Brasil. Afinal de contas, o cenário brasileiro é semelhante ao chileno: um presidente que possui alto índice de popularidade e que tenta fazer sua sucessora. Dito isso, é razoável supor que no Brasil ocorrerá a mesma coisa, certo? Errado! E explico agora o motivo.
Apesar das semelhanças, existem algumas características que tornam a eleição chilena bem diferente do que vai ser a eleição brasileira. A primeira, e mais óbvia, é que a população chilena é diferente da população brasileira.
As outras características são o candidato e o apoio do mandatário. É importante lembrar que Eduardo Frei já era um político conhecido da população e que já foi presidente do Chile. Dilma está em uma situação diferente da de Frei, visto que ainda é desconhecida de parte da população brasileira e que nunca disputou nenhuma eleição. Resumindo: Frei já tinha um índice de rejeição que hoje Dilma não tem.
A segunda característica é de grande relevância. Bachelet só entrou de fato na campanha no segundo turno, quando Frei praticamente empatou a disputa com Piñera. Assim, é possível supor (e somente especular sobre isso) que Frei pudesse ter ganho a eleição caso Bachelet tivesse feito campanha desde o início. No Brasil, Lula já entrou na campanha antes mesmo dela começar e a medida que Dilma fica mais conhecida, suas intenções de voto também sobem.
Assim, não é tão simples comparar as eleições presidenciais chilenas com as brasileiras. As características que tornam cada país único também fazem com que as disputas eleitoras sejam únicas e que para entendê-las e tentar fazer alguma previsão sobre elas é necessário estudar a fundo as pesquisas publicadas e a mentalidade de cada população.


